Interagência

Interagência
Interagência

Ao reler o primeiro post com uma visão não mais entusiasmada, mas crítica, percebi que ao agradecer os que muitos me ajudaram na criação do Blog e Site, agradeci aos meus interagentes.

Nada estranho ou diferente, se eu estiver falando para um público bastante seleto que já conhece os significados dos termos, mas como esse não é só o objetivo, me senti na obrigação de iniciar meu trabalho falando sobre a interagência.
Interagência é a relação estabelecida entre o naturólogo e o interagente (aquele que é atendido) na ambiência terapêutica. O interagente é assim nomeado por ser considerado diferente do paciente (aquele que é passivo). Ao interagente é depositada uma parcela de responsabilidade sobre o tratamento, precisando ele ser dinâmico na relação. Se o naturólogo consegue criar os meios necessários e naturais para que isso aconteça, a interagência existe, e os resultados obtidos através dela tendem a ser tão importantes quanto as práticas utilizadas nos tratamentos.
Através da interagência se estabelece uma relação de empatia e respeito entre os indivíduos envolvidos e isso proporciona o aumento do auto-conhecimento do interagente, o que, em minha opinião, auxilia de maneira decisiva no resultado do tratamento.

A ampliação do auto conhecimento faz com que a pessoa possua insigths sobre seus comportamentos e atitudes, auxiliando a responder algumas perguntas que foram motivo para a procura dos atendimentos. Ou seja, o naturólogo é o profissional que auxilia o interagente a se questionar, se conhecer, se aceitar.
No ano passado, a naturóloga Ludmila Barbosa, que na época estudava Naturologia e fazia seu artigo, me entrevistou sobre o tema. Lembro de ter dito que de nada valia o interagente buscar o tratamento e estar aberto à interagência se o naturólogo não estiver. A entrega tem que ser de ambos e, normalmente, não acontece no primeiro atendimento. A interagência acontece naturalmente.

Recordo também de relatar que achava a interagência essencial, mas que não me limitava a ela. Quando via que a procura do indivíduo era sintomática e que esse objetivava amenizar o sofrimento, aplicava uma prática naturológica para aquele fim específico. Ao querer fazer de todos indivíduos que eu atendi interagentes, me frustrei muitas vezes pelas expectativas criadas. Hoje não imponho, deixo acontecer. Tem dado certo!