Relacionamentos – quais são suas escolhas?

Ano passado, em 2017, criei uma meta de ter somente relacionamentos recíprocos. A princípio, pensei em meus relacionamentos pessoais e passei a observar mais o que acontecia comigo e minha família, comigo e meus amigos e, conscientemente (foi uma escolha) eu passei a devolver a energia e o comportamento que recebia.

Com aqueles que sempre convidava para um passeio ou jantar, mas não recebia convites em troca, deixei de fazê-los.

Para aqueles que eu ligava para saber como estavam as coisas, mas raramente recebia uma mensagem ou telefonema, fiz muito menos. E, com algumas pessoas com quem me encontrava para bater um papo de vez em quando, percebi que além de ouvir eu gostaria de ser ouvida e, se isso não estava ocorrendo, não me bastava.

E o que aconteceu?

Nossa casa já não recebe tanta gente. Meu whatsapp nem sempre está cheio de mensagens não lidas e muitos relacionamentos (bem próximos, aliás) já nem existem mais. E tudo isso com uma mudança.

Mas isso, para mim, foi ótimo! Nunca tive tanta energia positiva circulando em minha relações. Entendam: não é que eu parei de gostar de algumas pessoas. Não tem nada a ver com isso. Em algum momento, a relação já não era o suficiente para mim e, quando isso acontece, melhor se afastar.

Foi tão bom! Estar em contato com menos pessoas, mas pessoas que estão dispostas a receber e doar. Assim, resolvi ampliar a meta esse ano.

Eu escrevi assim em minha agenda: para 2018 quero relacionamentos que me impulsionam a ser melhor do que eu sou; quero conviver com pessoas que agreguem em minha vida; quero admirar os que estão por perto e quero me doar ao máximo para retribuir tudo isso que vou receber.

Amplo, né?

Mas vejam só o que aconteceu: eu escrevi isso em uma segunda ou terça-feira. E em questão de 15 dias:

– A Lays, que é educadora física, viu uma postagem minha no instagram em que eu estava nadando e me incentivou a nadar mais. Eu não a conhecia pessoalmente. Com o apoio dela, participei da minha primeira prova de natação (em março) de 1000m no mar!

– A Paôla e o Tiago, nossos amigos, propuseram um jantar por mês somente conversando em inglês (para testar o idioma). Dois desses jantares já aconteceram e tenho que dizer que é bem mais divertido do que eu esperava.

– Tenho recebido indicações de filmes e livros, convites relacionados a autoconhecimento não param de chegar e até pessoas que eu sigo nas redes sociais estão entrando em contato me dando dicas e feedbacks.

São pessoas que, sem saber, já estão contribuindo para realização de uma meta e, consequentemente, para eu me tornar cada vez melhor – como pessoa e profissional.

Parece mágica tudo acontecer tão rápido, né? Mas eu prefiro chamar de energia.

Quando a gente se move em direção a algo que quer (realmente) o universo se encarrega de nos aproximar das pessoas que fazem sentido.

Então, pense bem sobre os relacionamentos que você tem cultivado e fique de olho no próximo post que eu vou falar mais sobre isso.