Fazer silêncio no meio do caos

Estou meio sumida daqui, eu sei. O motivo não poderia ser outro: trabalho. Por enquanto, não posso contar muito a vocês, mas aguardem que novembro será cheio de novidades (daquelas GRANDES novidades) e, por isso, estou me dedicando a novos projetos, tão ligados a tudo que eu sempre quis fazer, que a rotina foi deixada um pouco de lado.

O tempo passou, estamos no final de outubro e, adivinhem só? Não queria virar o mês sem passar por aqui e falar com vocês (porque apesar de eu postar diariamente no instagram e facebook, semanalmente no YouTube e no início de cada mês enviar e-mail a quem está na nossa lista – ah! se você ainda não faz parte, inscreva-se aqui! – eu sei que tem algumas pessoas que gostam de acompanhar conteúdo pelo site e, por isso, cá estou!).

Dessa vez, não trago conteúdo em Naturologia, mas uma reflexão sobre a importância de darmos um tempo.

Esse ano está sendo de muito aprendizado: apesar da rotina intensa (acho nunca trabalhei tanto!) estou vivendo o oposto, também: a quietude, o silêncio e o fazer nada.

Coisas para fazer? Sempre temos! Metas para cumprir? Todos os dias! O e-mail, whatsapp e redes sociais? Perdemos a conta de quantas vezes checamos, mas… e o descanso?

Nesse mês, como eu disse, surgiram novos projetos e eu nem pensei: agarrei as oportunidades que apareceram. E, justo nesse mês de tantas novidades, tive uma viagem de lazer – que já estava programada há meses. A pausa de apenas 5 dias me fez lembrar que mais importante do que a intensidade em tudo que se faz é o equilíbrio que conseguimos ter. E, para ter esse equilíbrio no meio do caos, muitas vezes precisamos buscar o outro extremo.

Assim, intuitivamente, me desconectei e repensei. Sou uma pessoa que sempre gostou do silêncio (não corro com música e muito menos tem barulho algum enquanto eu escrevo esse post), porém tenho uma dificuldade em fazer NADA. Estou sempre fazendo algo. Em casa, sempre em movimento: trabalhando, vendo algum seriado, cozinhando, lendo ou colocando uma roupa para lavar. No consultório, até meditar às vezes é meta.

Li em algum livro – não lembro qual, talvez “o poder do agora” – que a incapacidade de parar de pensar é uma aflição terrível, mas ninguém mais percebe isso porque estamos todos sofrendo desse mal. O ruído mental incessante nos impede de encontrar serenidade interior. E sem serenidade interior não conseguimos fazer coisa alguma com bons resultados – seja em sua vida profissional ou pessoal.

Por isso, um lembrete a mim mesma: quando o caos se instalar, procure o silêncio. Não estou falando em fugir ou viajar. Estou falando em desligar os ruídos: o celular, televisão e até os livros. Estou falando em não ter planos. Se ouvir e fazer o que te faz feliz longe daquilo que PRECISA SER FEITO. Fazer nada. Pensar em nada. Descansar o corpo e a mente. É saúde. É equilíbrio.

O que eu vou fazer a partir de agora? Tenho muito trabalho até o final desse ano, mas me darei alguns finais de semana longe de tudo e em contato com a natureza e comigo mesmo.

E para o ano que vem? Já vou programar minha agenda com algumas folgas – às vezes até em um dia de semana – para o NADA. Sem compromisso. Sem prazo. Sem metas.

Alguns dias de silêncio para dar espaço ao equilíbrio e a intuição.

O que virá depois?

O repouso me dirá qual será o próximo passo.

Beijos,

Renata Hermes