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What the Health – discutindo o documentário

Postado em 17 de julho de 2017 | Por : | Categoria : Blog | 0 Comentários

Vamos  falar sobre o documentário “What the health” do Netflix? Assisti há duas semanas, postei no “stories” do Instagram (@renatahermesnatu), muita gente viu e estão querendo saber o que eu acho. Primeiro, vamos falar sobre o filme: a tradução seria “Mas que saúde é essa?!” (se possível, com um palavrão aí ao final) e nos faz acompanhar a busca de um hipocondríaco por respostas. Traz muitos dados científicos, estudos publicados, profissionais da área da saúde que são excelentes no que fazem, etc. É bom, sim! É ótimo, aliás! Daqueles que te prendem do início ao fim. Se você puder, assista, mas esteja atento: é bastante conteúdo e – confesso – ainda estou tentado digerir tudo que ouvi e vi. Dito isso, vamos a alguns itens importante:

- Não é o naturólogo o profissional mais indicado a discutir sobre alimentação. Sempre que tiver dúvidas, converse com seu nutricionista ou nutrólogo, que estudaram para isso. Eu entendo que vocês gostam de saber o que eu acho, mas, entendam: quando alimentação é o assunto, nem sempre é a “naturóloga” quem fala aqui, ok? Posto meus pratos, inspirações e outros porque saúde (como eu sempre digo) é o equilíbrio entre 3 pilares: emoções, atividade física e alimentação. E também estou na manutenção e busca constante por isso.

- Quando eu estava na faculdade, a primeira disciplina sobre alimentação chama-se “tópicos de nutrição” e já era falado sobre a relação do consumo de carne com o câncer. E isso era 2005, gente! Então, até aí, o documentário não traz novidade alguma! Já sabemos que o consumo EXCESSIVO de CARNE pode causar muitas DOENÇAS.

- Alimentos industrializados são péssimos à nossa saúde. A nutri Dani Muniz, em uma palestra (na mesma semana em que vi o documentário), falou: desembalar menos, descascar mais! Esse é o princípio básico de uma alimentação saudável, independente da sua dieta.

- Atualmente eu – como a maioria de vocês – vive em dúvida! Parece que nada pode, não é? CARNE pode causar câncer. O LEITE causa inflamação. AÇÚCAR demais está relacionado com Alzheimer. Glúten, então?! Nem pensar! Li um livro (A dieta da mente) que falava que bom para saúde é ter o colesterol alto. Às vezes a gente pensa que não dá para comer nada, não é mesmo? Isso é frustrante!!

- Mas daí podemos viver só de frutas, legumes e vegetais, não é mesmo?! Mas há tantos agrotóxicos que os malefícios para a saúde são imensos. Fora a poluição! E a gente fica assim: (cara de espanto, confusão, impotência). O que comer, então? O que faz bem? Como fazer escolhas saudáveis? E, quando feitas, como conseguir mantê-las?

- Eu acredito que temos que relaxar  - Peraê! Vamos com calma –  e, aos poucos, adquirir hábitos mais saudáveis. Como fazer isso? Com orientação qualificada, pesquisa, consciência e autoconhecimento (saber o que faz bem para você e o que não faz).

- Se você tomar decisões sobre vegetarianismo ou veganismo, que sejam pelos motivos certos (pela sua saúde, ou do meio ambiente ou pelos animais). Que seja CONSCIENTE, acima de tudo. A Academy of nutrition and dietetics (maior organização mundial sobre alimentação e profissionais de nutrição) publicou, em dezembro de 2016, uma nota: “dietas vegetarianas e veganas, planejadas de maneira apropriadas são saudáveis, nutricionalmente adequadas e proporcionam benefícios à saúde, prevenção e tratamento de doenças”.

- E que você respeite a decisão dos outros. Descupaí, mas nada mais chato (mesmo!) do que discurso sobre o abate de animais em uma reunião de família, carinha de choro quando o amigo pede uma carne para comer ou dados sobre impacto ambiental para se fazer 1kg de manteiga. Do mesmo jeito, nada mais chato do que os carnívoros falarem que arco e flecha não foram feitos para caçar brócolis ou que alface, cenoura e maçã também têm sentimentos. Mais respeito pelas escolhas de cada um. E muito equilíbrio – nenhum excesso ou radicalismo faz bem!

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